10 de dezembro de 2007

Puro rock’n’roll

As linhas cheias. E eu acreditando que assim o coração esvazia. Mais linhas cheias em seqüência. Repetem-se os dias, as dores e os suspiros de mão no queixo. Mudam as páginas e as tintas. As manias de toda a vida que começaram ontem. A eterna instabilidade. Eu, tão previsível.

Maldizer o amor de sempre. E nunca fazer nada pra mudar. Mudar todos os dias pra manter a ilusão e não maldizer mais nada.

Prefiro setembro azul que dezembro cinza. É ano novo, os dias voam. Todas as vitrines vendem felicidade. Sou mais vestido de algodão. Chinelos. Odeio celular. E nunca receber as ligações que eu queria.

Devo continuar esperando o desenrolar do tempo? Ou não? Eu não.
A saudade do porvir na minha janela parece um mensageiro dos ventos. E eu adoro essa música.

Fiz esta canção - zeca baleiro e mathilda kóvak/2005

Vocês trazem alegria para esta casa.

5 comentários:

Fernanda disse...

Alinne, obrigada pela visita!e pelo comentário.
A poesia é msm uma delícia.Ela é leve porque, no seu processo de produção, deixa o poeta mais leve.E isso é maravilhoso, libertador.
Ótimos textos aqu!Continue!
Abs e feliz Natal!

Paula A. disse...

Oi, Aline vendo você escrever te vejo tão nitidamente como sempre vi. Sempre quis que vc fizesse assim ou assado pra que as coisas dessem certo com vc. Hoje eu vejo que eu e o mundo devem amoar vc assim do seu jeito e esperar o seu momento, sem pressa e na hora certa. Doía pra mim vê vc sofrer, mas essa dor faz parte de vc, como o sorriso e êxtase de varios momentos que passamos. Você sempre vai ser um mix de emoções e sentimentos conflitantes, você sempre vai saber o que quer e sempre vai fazer o que não quer, até dá um basta em tudo e começar de novo com aquela eterna lembrança do passado. Te amo!!!
Lembre-se o "Homem" da tua vida sou eu pena que nascemos com a mesma identidade sexual.
Bjos!!

Paula a. disse...

Aline e Zorbba

Estou lendo o que os dois escreveram e não paro de chorar, pode ser piegas e bobo da minha parte, mas eu sou assim. Sofro por não estar lá nesses momentos, sofro por não poder solucionar tudo e fazer a dor, a amargura e desilusão passar. Um sentimento também contraditorio brota em mim, uma especie de regozijo por ter a oportunidade de lê algo vai tão dentro da alma dos dois.
Mas juro que queria poder apagar o que doi tanto mesmo sabendo que não posso e tudo o que posso é dizer que estou aqui mesmo que longe de ambos, continuo amando os dois cada vez mais.
PS: Sou boba sou piegas mais se precisam de carinho e ombro, ou até mesmo um colinho parecido com o dá mamãe estou aqui SEMPRE!

Clarisse disse...

Tenho muito respeito pelo tempo e sei que há uma espera necessária para todas as coisas. Mas acho que a gente consegue se movimentar enquanto isso. 'Mas pra sacudir, levante! Mais puro é o amor...' (Marisa Monte). Bjo imenso.

Nosrednew Solrac disse...

Esperar o desenrolar do tempo não é tarefa das mais fáceis. Há quem desista dela, quando está quase no fim. Mas mesmo desistindo de esperar, e "se movimentando" (como disse a clarisse, logo acima), ele sempre se desenrola. E aí vemos o quanto perdemos por termos ficado parados. Ou o quanto ganhamos por termos nos movimentado. Ah, e não maldiga nada. Cada um tem o mal que suporta. Tudo sob medida pra evoluir. Bjo!