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Acordou cedo, fez o café, pôs a mesa. Despertou-a com um beijo e um sorriso. A preguiça esvaía em bocejo. Preparou-lhe o banho, escolheu-lhe a roupa para o dia, pediu-a que usasse seu melhor sorriso, pois fazia sol. Guiou-a ao trabalho, desejou sorte e beijou-lhe a boca.
Ao meio dia providenciou o almoço, peixe à delícia, cardápio para dias bons de amor. Observou-a degustar em majestade cada porção. Falou-lhe amenidades, planejava o fim de semana: praia e mar, descanso e carinho. O que lhe faltava em dinheiro sobrava em dedicação.
À noite sushi e cinema. Comprou-lhe um bom livro, fez-lhe tão belo verso, pintou-lhe o rosto em aquarela e óleo, presenteou-a a lua. Lavou as louças, encheu os litros, limpou a casa. Ouviu com os braços os lamentos da rotina, aconselhou tolerância e afagos. Amou-a como no primeiro dia, velou o sono como no último. Ninou-a com paixão e os ventos noturnos espalharam ao mundo a melodia.
Era articulado e bonito, companheiro para noites frias e formais, amante pungente para as noites de labaredas. Ensaiava sobre tudo, atuava qualquer coisa. Tinha braços fortes para o medo; a voz grave e macia para o conselho; o sorriso certo para a dúvida; uma sonata para cada dança; a cor perfeita para cada sentimento de pincelada imprecisa; a poesia certa para cada dor. O beijo infalível para tudo e a pele quente para sempre.
Olhou-o enquanto dormia, era gentil até no sono. Lembrou de quando criança, da dúvida do amanhã e de toda a sorte da vida sem deslize. Constatou que era como sonho, era tão pleno, tudo o que queria. Era perfeito. Percebeu que já tinha tudo, que nada mais podia pedir. Esboçou ao vento um riso de contentamento; verteu uma lágrima, de puro contentamento e partiu.
Levou as lembranças e um filho; deixou um bilhete e a vida toda. Trocou o tudo, pela simples chance de errar.
.Acordou cedo, fez o café, pôs a mesa. Despertou-a com um beijo e um sorriso. A preguiça esvaía em bocejo. Preparou-lhe o banho, escolheu-lhe a roupa para o dia, pediu-a que usasse seu melhor sorriso, pois fazia sol. Guiou-a ao trabalho, desejou sorte e beijou-lhe a boca.
Ao meio dia providenciou o almoço, peixe à delícia, cardápio para dias bons de amor. Observou-a degustar em majestade cada porção. Falou-lhe amenidades, planejava o fim de semana: praia e mar, descanso e carinho. O que lhe faltava em dinheiro sobrava em dedicação.
À noite sushi e cinema. Comprou-lhe um bom livro, fez-lhe tão belo verso, pintou-lhe o rosto em aquarela e óleo, presenteou-a a lua. Lavou as louças, encheu os litros, limpou a casa. Ouviu com os braços os lamentos da rotina, aconselhou tolerância e afagos. Amou-a como no primeiro dia, velou o sono como no último. Ninou-a com paixão e os ventos noturnos espalharam ao mundo a melodia.
Era articulado e bonito, companheiro para noites frias e formais, amante pungente para as noites de labaredas. Ensaiava sobre tudo, atuava qualquer coisa. Tinha braços fortes para o medo; a voz grave e macia para o conselho; o sorriso certo para a dúvida; uma sonata para cada dança; a cor perfeita para cada sentimento de pincelada imprecisa; a poesia certa para cada dor. O beijo infalível para tudo e a pele quente para sempre.
Olhou-o enquanto dormia, era gentil até no sono. Lembrou de quando criança, da dúvida do amanhã e de toda a sorte da vida sem deslize. Constatou que era como sonho, era tão pleno, tudo o que queria. Era perfeito. Percebeu que já tinha tudo, que nada mais podia pedir. Esboçou ao vento um riso de contentamento; verteu uma lágrima, de puro contentamento e partiu.
Levou as lembranças e um filho; deixou um bilhete e a vida toda. Trocou o tudo, pela simples chance de errar.
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